Peabiru - Estrada Inca que Cortava o Brasil

   O caminho do Peabiru, foi uma estrada Inca que tinha inicio nos Andes peruanos e se estendia ate o Oceano Atlântico , mais precisamente ligando as cidades de Cusco no Peru ao litoral do estado de São Paulo.Com cerca de 3 mil quilômetros ,ela atravessava os territórios de Bolívia e Paraguai além do Brasil e Peru.Outras ramificações do caminho levavam até aos estados do sul do país chegando   ao Rio Grande do Sul.



   Peabiru em tupi significa;  ''pe''- caminho, ''abiru''- gramado amassado.O caminho que continha muitas ramificações ,era uma   rota de locomoção que ligava regiões extremas do Brasil,ligando desde a  Lagoa dos Patos - Rs, até a Amazônia.Apesar de muito usado pelos guaranis eles próprios afirmavam que  o caminho não foi aberto por eles, os indígenas atribuíam a construção ao seu deus Sumé,que teria criado a rota inicial no sentido leste-oeste.


Usando os caminhos ,era realizado uma intensa troca comercial entre os povos do litoral  brasileiro e os Incas,os índios do litoral forneciam sal e conchas enquanto os do norte ,feijão ,milho e penas de aves, em troca os Incas davam objetos de cobre,ouro,prata e bronze.Um fato que comprova isso e um machado andino de cobre descoberto em Cananeia ,litoral de São Paulo,(que não encontrei nenhuma imagem).



 Hoje apenas pequenos trechos do caminho estão preservados,que na sua maioria são formados por carreiros de 1 metro e meio de largura, e um leito com rebaixo de cerca de 40 centímetros coberto com uma espécie de grama chamada; puxa -tripa.Em alguns trechos mais difíceis ,ele chega a ter pavimentação feitas com pedras.Inscrições rupestres,mapas e símbolos astronômicos também são encontrados...


  Por  o que pode se perceber nos comentários , há muita contradição se o Peabiru é ou não um caminho Inca, que demonstra  a falta de estudos sobre o assunto,mas nada fora do comum no país,assim como também acontece com a cidade indígena  de Kuhikugu , os Geoglífos da Amazônia  e o Stonehenge do Brasil .Mas as informações contidas nesses cerca de 90 comentários aqui do post são muito mais completos e tecnicos do que meu pequeno texto, então faço questão de ressaltar a importância de ler todos os comentários se você quiser se aprofundar no tema...

Credito Armando Capeletto

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114 comentários:

  1. Histórias desconhecidas, muito bom.

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  2. Ainda estamos muito atrasados para nos considerarmos evoluídos em nível tecnológico..Quantos milênios teremos que voltar para nos reconhecermos modernos.E saber que nos anos 70 o livro Eram os deuses astronautas croiu uma polêmica.

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    1. Esse texto tem tudo pra ser mais uma daquelas farsas que reforçam o imaginário coletivo de nós, os pobres latino-americanos, sem história fora da casa grande e da senzala, de que somos um povo especial, de que nossos ancestrais nativos eram mais evoluídos que os europeus e de que não somos apenas descendentes da escória europeia (Portugal), dos escravos comprados na África a preço de banana, dos quais apenas uma parcela se "salvava" nem das tribos mais primitivas do planeta que habitavam as florestas, comiam animais crus, não plantavam, não tinham escrita, nem tampouco faziam cálculos... Mas somos apenas brasileiros, a escória do mundo que, mesmo tendo as maiores riquezas naturais, padecemos de pobreza espiritual, moral e cultural

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    2. Desculpa, mas por mais que o texto possa ser bastante questionável, existe sim, por um lado, a hipótese de uma estrada que comunicava culturas Guaranis com culturas colonizadas pelo Império Inca. Isso pode ser contestado, mas o que me parece ser demonstrável no texto de sua resposta, Paulinho, é que existe uma espécie de ódio a si mesmo ao mesmo tempo que, sim, enaltecemos nossa cultura como fruto de um complexo de subdesenvolvimento. As duas coisas vão juntas : de um lado o ódio a si mesmo (daquele que quer mas não pode ser branco e civilizado) e do outro lado o delírio de sermos herdeiros de uma cultura extremamente avançada em relação aos bárbaros europeus, etc.

      Acontece que há coisas que são distorcidas em ambos os discursos. Do seu lado, Paulinho, você distorce também algumas coisas. Os Tupinambás conheciam sim o fogo e cozinhavam animais mortos, até mesmo os seres humanos que canibalizavam. Sabiam extrair a pele destes animais através do cozimento, por meio de uma técnica não tão diferente da que utilizam os matadouros das grandes cidades de hoje. E sim, os índios tinham alta cultura em vários sentidos, como no uso de certas plantas medicinais e no uso do transe extático para curar doenças psicológicas, além de muitas outras coisas que perdemos de vista hoje em dia. Enfim.

      Além de que entre os africanos que aqui aportaram, alguns eram nobres na África e sabiam ler e escrever (em árabe - pesquise por exemplo a Revolta dos Malês na Bahia dos anos 1830) enquanto muitos senhores de escravos eram analfabetos.

      Finalmente, Portugal não é a "escória européia". Tudo depende do ponto de vista. Os ingleses eram verdadeiros bárbaros - e ainda o são - em vários sentidos durante o período da colonização das Américas. E podemos citar, como apenas um dentre vários exemplos, a poesia portuguesa como um exemplo de alta cultura, o que, a meu ver, deu origem ao atual cinema português - que é considerado um dos melhores do mundo.

      Acredito, finalmente, e me repito neste sentido, que o ódio a si mesmo e o ufanismo brasileiros são duas coisas que vão juntas.

      Boa noite !

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    3. Caramba Lucas! Parabéns pela paciência!

      Deu uma aula contra o complexo de Vira-Lata do rapaz acima! Parabéns!

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    4. Caramba Lucas! Parabéns pela paciência!

      Deu uma aula contra o complexo de Vira-Lata do rapaz acima! Parabéns!

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    5. Nossa Paulinho da F, procura conhecer a obra de Darcy Ribeiro, ou do Orlando Vilas Boas, pra poder falar com mais embasamento sobre os Indios Brasileiros e sua riquissima Cultura. Ou melhor, procura um psicologo, pra ver se melhora sua auto-estima, ou então mudar de país!! Já que se lamenta tanto por ser Brasileiro. O texto pode não ter consistência, mas não quer dizer que seja falso....grande parte da industria farmacêutica que existe no mundo, vem derivado do conhecimento dos povos indigenas em relação as plantas nativas, que vem sendo saqueado a anos...Valeu mesmo pela paciência Lucas...

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    6. O primeiro relato sobre esse caminho é de Pedro Lozano, um jesuíta que escreveu "História da Conquista do Paraguai", no século XVIII. Mas já haviam relatos logo após o descobrimento do Brasil. Não é uma notícia fantástica e nova, apenas pouco conhecida.

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    7. Seria muito instrutivo o rapaz aí conhecer um pouco as coisas da Historia. Recomendo a leitura de um livrinho chamado "Naufrágios e Comentários". Foi escrito por um espanhol no século XVI e conta as aventuras de seu autor - Cabeza de Vaca, um conquistador. Nesse livro, há uma narrativa sobre a viagem do autor pelo Peabiru e o relato do primeiro europeu a ver as cataratas do Iguaçu. Pena que os colonizados sejam tão colonizados que nem esse relato conhecem.

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    8. Uma das marcas "civilizatórias" dos ingleses diz respeito ao que fizeram na Austrália com a população nativa local e com suas próprias crianças "enviadas" para lá. "Sabe de nada, inocente". Os nativos antes dos europeus erravam tanto quanto nós, talvez um pouco menos. No México há sinais que às vezes eram obrigados a se deslocar porque dizimavam os recursos naturais. Mas sim, tinham tecnologia e alguns dos seus saberes usamos ainda hoje. Apagar essa história também fazia parte da dominação estrangeira. Como sabemos pouco das Américas, da África, dO Oriente, da Oceania... O que sobra?

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  3. E este deus Sumé que fala pode ter referência aos navios fenícios que vinham do oriente a mando do rei Salomão buscar ouro na amazônia e navegavam pelo litoral brasileiro 3000 anos atrás...

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  4. E este deus Sumé que fala pode ter referência aos navios fenícios que vinham do oriente a mando do rei Salomão buscar ouro na amazônia e navegavam pelo litoral brasileiro 3000 anos atrás...

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    1. Moro em Peruíbe, SP e conheço vários indícios deste caminho. Uma informação que recebi se refere à navegação Fenícia e uma argola de bronze incrustada no morro do Fernando, no Bairro do Guarau. dizem que servia para atracação de návios Fenícios...

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    2. Dizem que servia para atracação de navios fenícios. Já um outro fenício me informou que era para segurar a antena de celular que eles, adiantadíssimos, já usavam.

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    3. Anônimo, você está totalmente errado. Os fenícios não precisavam de antenas, pois a telefonia celular via satélite era corriqueira entre eles.

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  6. no livro "Raízes do Brasil", de Sérgio Buarque de Holanda, há um longo trecho onde ele reúne material de pesquisas coletadas aqui no Brasil e em Portugal sobre "Sumé", concluindo que há inúmeros indícios de identificação com o apóstolo Tomé - que, segundo a tradição, ficou encarregado de trazer a "boa nova" a estas plagas aqui... polêmico, porém, plenamente possível do ponto de vista histórico e científico (considerando que os fenícios navegaram por aqui bem antes disso até)

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    1. Como bom devoto de São Tomé, ou Sumé, só acredito se o tataraneto do santo me mostrar o ticket da passagem de caravela paga por Tomé.

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    2. Anônimo, a passagem foi comprada via cartão de crédito em um site de viagens.

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  7. Vou o caminho usado por Alvar Nuñes Cabeza de Vaca para chegar de Florianópolis até Assuncion com homens, cavalos e canhões.

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    1. Não foi de Florianópolis, mas sim de Barra Velha, norte de Santa Catarina, onde, dizem os estudiosos, o caminho inicia.

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    2. Isso mesmo. Ver o livro "Naufrágios e Comentários".

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  8. Vou o caminho usado por Alvar Nuñes Cabeza de Vaca para chegar de Florianópolis até Assuncion com homens, cavalos e canhões.

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  9. Chico, muito grato pelo compartilhamento, cujo conteúdo nos alarga o conhecimento histórico e nos seduz o mistério nele contido.

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  10. Isso nos faz pensar que talvez um dia seremos apenas história nas ruínas do que existe hoje, e civilizações estudaram nossos costumes por meio de nossos vestígios.

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    1. Se pensarmos dessa maneira, dá até vergonha, pois vão chegar a conclusão que :
      Coca Cola é um Deus.
      MC Donald's seria uma igreja.

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  11. O Caminho do Peabiru existiu (hoje se encontra poucas referências), mas a informação de que era um "caminho inca" é totalmente errada. Foi sim usado por eles, mas há que se entender que a famosa civilização inca durou, mesmo em seu esplendor, apenas uns 200 anos (1350-15...). Antes eram outros povos andinos, que foram conquistados por eles. O caminho foi um ou duo milenar, não se sabe com certeza. O padre Manoel da Nóbrega fez muitas referências a ele e ao mito do "pai Zumè", aos seus superiores da igreja de Ignácio de Loiola (Jesuítas). Fazia parte de um rede de caminhos andinos (uma parte em calçamento) que compunha um entrelaçado de mais de 20 mil km. Estas vias eram usadas também como circuito de correio e as informações do reino iam desde o Peru (não só de Cuzco como cita) até o extremos sul do Chile em muito pouco tempo, pois haviam os "carteiros corredores". Nos caminhos, pontos de refazimento e descanso, alimentação, etc. Algo tipo as "maratonas de revezamento de hoje".
    Carlos Solera - Curitiba

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    1. muy interesante articulo, pe-aviru es eso justamente alfombra aplanada o en Paraguay lo llamamos TaPé Aviru Camino Empastado/Mullido/gramado las actuales rutas paraguayas se hicieron usando ese ancestral pasado.
      y no era usado así de fácil por los pueblos andinos, estos caminos estaban controlados por los cacíques Tupi-Guarani de las diferentes tribus que usaban el Ñe´engatú o Lingua Franca como idioma franco inter.tribus... en los Cerros aledaños al Tapeaviru existen petroglifos o pisadas humanoides en piedra sedimentaria de tiempos inmemoriales que los aborigenes atribuyen al Pai Zume o Padre Sommers ( posible fraile normando o islandes) y lo relacionan con Santo Tomé, de hecho el cerro en Paraguari se llama Santo TOmás y hay una gruta de descanso a 20 km de allí hay otro cerro : Yaguarón, donde hay la supuesta pisada del Santo guaranitico y otra Gruta llamada la Cueva del Teyu Yagua( Lagarto Perro ó Fiera Reptil)

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    2. Não é totalmente errado dizer que era inca. Era incaico também. Só que era trilhado por civilizações pré-guarani e pré-inca. Há estudos muito profundos desenvolvidos por especialistas de várias áreas.

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    3. 40 km em três horas. 4000 km em trezentas horas com cem postos de revezamento. Cinco postos por dia, vinte dias. O problema seria sustentar estes atletas nestes postos de revezamento.

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  12. A FECILCAM (UNESPAR Campo Mourão) tem muitas pesquisas sobre o Caminho de Peabiru. Vale a pena conhecer.

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  13. ERAM OS DEUSES ASTRONAUTAS ???? EU ACHO QUE SIM....

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  14. Seria possível tornar este caminho, uma trilha como a de Santiago de Compostela? Um caminho entre o Atlântico e o Pacífico!!!
    Na América do Norte e na Europa há trilhas muito mais longas, com mais de 5000 Km.
    Seria lindo!!!

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  15. Seria possível tornar este caminho, uma trilha como a de Santiago de Compostela? Um caminho entre o Atlântico e o Pacífico!!!
    Na América do Norte e na Europa há trilhas muito mais longas, com mais de 5000 Km.
    Seria lindo!!!

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  16. Muito bom!
    Na Europa o caminho de São Tiago na américa o de Peaberu.

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  17. O que "comprova" é um machado andino de cobre descoberto em Cananeia, do qual não encontrou nenhuma imagem. Bela prova.

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    1. Pelo que entendi, quem postou quis dizer que não achou imagem para divulgar aqui, mas o objeto existe, segundo ele. Foi o que interpretei.

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    2. Sim, esse machado foi encontrado em Cananeia por uma expedição geográfica do governo paulista enviada em 1914. Análises feitas na Austria mostraram que foi feito de cobre de procedência andina. Vejam KRONE, R. (1914). Informações etnográficas do vale do rio Ribeira de Iguape. In: Exploração do rio Ribeira de Iguape. São Paulo, Comissão Geográfica e Geológica do Estado de São Paulo, Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo. p.23-34. Abraços, Armando

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    3. triste esses trabalhos ainda nao terem sido digitalizados e estarem abertos a pesquis..

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    4. Pelo que entendi o autor do texto nao quis provar nada, apenas trouxe luz a um assunto pouco conhecido. Muita coisa eu ja tinha lido, mas muita coisa descobri aqui, realmente o texto propiciou uma discussao muito interessante. Obrigada.

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  18. Seria possível tornar este caminho, uma trilha como a de Santiago de Compostela? Um caminho entre o Atlântico e o Pacífico!!!
    Na América do Norte e na Europa há trilhas muito mais longas, com mais de 5000 Km.
    Seria lindo!!!

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  19. Seria possível tornar este caminho, uma trilha como a de Santiago de Compostela? Um caminho entre o Atlântico e o Pacífico!!!
    Na América do Norte e na Europa há trilhas muito mais longas, com mais de 5000 Km.
    Seria lindo!!!

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  20. Olá,
    Haveria possibilidade sim de se fazer um caminho "semelhante" ao de Compostela, invocando, inclusive, as "questões de alma" do caminhante, além das econômicas resultante do turismo. Como também trabalho na área de turismo, fizemos um pré-projeto e o apresentamos ao Sebrae/PR, mas não houve empenho na continuidade de estudos, segundo dito, por falta de recursos financeiros. Em Brasília, onde também atuei no Conselho Nacional de Turismo, também não despertou interesse. Assim, ficaremos com o Peabiru (pelo menos, por enquanto...) somente na história. Importante lembrar que há muitos relatos sobre ele na história do desenvolvimento de São Paulo (capital e região litorânea, Porto Feliz, etc), e também outros relatos, pois o mesmo se cruzava com os caminhos das tropas de muares. Outra razão dificl de reativa-lo é que seu trajeto ou algo próximo do original, hoje se encontra dentro de grandes fazendas de plantio, principalmente, no Paraná. Em Campo Mourão, o pesquisador Clemente realizou excelente trabalho documental, mas tudo dorme em em "sono profundo" no âmbito de nossas autoridades governamentais e mesmo do 3 setor. Carlos Solera-Curitiba

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    1. Já tentou financiamento pelos grupos de virtuais de auto-financiamento? Pode tentar...

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    2. Inscreva esse projeto na National Geographic ou organizações semelhantes. É capaz de conseguir a verba. Recentemente o Ministério da Cultura abriu o Edital Povos Originários com altas verbas... inscrições encerraram em 10/Fev. Seria fantástico ter esse caminho disponível para trilheiros, por um lado. Por outro, o apelo turístico poderia comprometer algumas espécies da fauna, já em extinção, como as onças ainda restantes, porque ele tem trechos em áreas ainda não exploradas por nós.

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  21. Tem um engraçadinho que só retruca os comentários dizendo babaquices, evidentemente porque não sabe nada ou então trabalha no IPHAN.

    Conheço o assunto do Peabiru mais ou menos, a rede de caminhos indígenas (? ) pré-colombiana que ligava as duas costas sul-americanas, mas não conheço tão bem como gostaria , nunca vi um mapa dos ramais secundários. Conheço apenas o ramal que ligava ate São Vicente, e sei que há aparente restos do Peabiru subindo o Monte Crista em Guaruva. há duvidas de que o Peabiru seja da época do Império Incaico, porque os portugueses querendo ou não teriam sabido de algo e teríamos alguma referencia escrita mais precisa. Muito caminho empedrado é atribuído aos portugueses e de fato muitos são Tudo leva a crer que seja uma rede de caminhos anterior ao império incaico e que mesmo os incas no período de expansão de Pachacutec não a conhecessem com detalhes, ou teriam feito alguma expedição eventual por ela, o que não pode ser descartado totalmente, pois foram encontrados objetos e machados de origem andina em território brasileiro, como o ídolo de Iguape ,e machados de bronze que entretanto podem ser resultado de varias trocas secundarias, e não de um contato direto. Mas e o caso de levantar a questão de que no clímax de expansão do império Inca aconteceu a guerra civil e logo após, imediatamente a conquista , o que pode ter abortado uma expansão para estes lados. Parece que por aqui tivemos gente, que antes das tribos tupis sabiam fazer caminhos pavimentados e estaríamos falando de épocas de antes do ano 500 da nossa era ou antes. Mas a arqueologia brasileira não vincula isso a nenhuma pesquisa que eu conheça. Alias ,qualquer construção megalítica dentro do território brasileiro e deixada em segundo plano. E o próprio IPHAN nega a existência de monumentos megalíticos por aqui, havendo anos atrás desestimulado a revista Geographical Magazine de fazer um artigo sobre eles . Quem conhece bem o assunto é o professor Luiz Galdino ( veja no Facebook) que inclusive escreveu o livro Peabiru, os Incas no Brasil , editora Estrada Real 2005, infelizmente esgotado. Desconfio que aquela ruina de que tanto falo em Palmeiras são Paulo esteja associada ao Peabiru , mas precisamente ao ramal que ia para Cunha, é o que o Professor Galdino também acha. Finalmente lembraria que antes do império incaico houve o estado de Thiuahanaco , bem mais próximo de nos, e que sabe-se que tinha grande influencia mesmo a grandes distancias de seu centro no Lago Titicaca, não esquecendo que o império Incaico surgiu de imigrantes que saíram de Tiahuanaco quando o estado entrou em colapso, possivelmente por causa principalmente ambientais ,lá pelo ano 1000 de nossa era.

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    1. opa agradeço pelas informaçoes.

      editor do blog.

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    2. há pesquisas arqueológicas que relacionam o nosso litoral de sambaquis com os sambaquis do litoral oposto, de tribos de pescadores coletores, o que pode evidenciar a transição dos povos de costumes idênticos por esse caminho.

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  22. Isso explica o caminho do monte crista aqui em Joinville. Ninguém sabe da onde veio o caminho calçado por pedras e algumas inscrições nas pedras, mas é exatamente como mostram essas imagens.

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    1. eu acho que nossos índios também tinham capacidade de fazer estes caminhos. Do monte crista acho que foi tupi-guarani, como por exemplo, a pedra do mapa. Porque andinos tinham muito mais técnica pra representar as coisas, muito mais tecnologia e detalhes nas representações. Acho muito mal feito pra ser dos povos andinos, hehe.

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  23. Muito boas as colocações do Carlos Gomar, e é por aí mesmo, pois o prof. Luiz Galdino foi um dos que mais estudou isso tudo. Ele citou inclusive, no I Encontro de Pitanga sobre o Peabiru, algumas alusões a Sume, como o relato do marujo inglês Antony Knivet que foi desterrado pelo pirata Cavendish na costa litorânea de São S/SP e acabou prisioneiro dos índios, sendo certa feita levado até Cabo Frio, onde lhe foi mostrado vários testemunhos que seriam obra de Zumé. O mesmo aconteceu nas costas litorâneas do Maranhão. Interessante também foi uma palestra que dias trás fez o professor e astrônomo Germano Afonso sobre o Peabiru. Ele colocou que tanto a pretensa rota do Peabiru quanto o Caminho de Compostela, tem o mesmo sentido em relação a Via Lactea. Num livro que escrevi sobre Tropeirismo (que é minha seara literária), relatei uma citação do geográfo uruguaio Danilo Antón sobre a origem do gado vacum nas colônias espanholas da região do Prata, em que diz: "Los primeiros animales europeos introducidos em las colônias espanholas del Plata, fueron tráidos desde San Vicente a la ciudad de Asunción em tercer década del siglo XVI". Este gado era oriundo das poucas cabeças de bovinos trazidos por Martin Afonso em 1532 para São Vicente e foram levados a Assunção em 1555, pelo caminho do Peabiru, em algo que ficou conhecido como " a fuga de um touro e sete vacas de Giz", já que tropas lusas foram em seu encalço sem no entanto conseguir deter aquele que estava contrabandeando esta mercadoria. daí se ver a importância que tinha esta rota até mesmo como trajeto comercial, sem citar a pretensa "rota de adoração dos índios andinos" ao nascimento do sol no sentido leste.
    Carlos Solera- Curitiba

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    1. Agradeço a mais essas informaçoes.

      editor do blog

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  25. Complementando algo mais sobre todo o clima que envolve o caminho do Peabiru. Com certeza não devemos desprezar a lenda de Sumé , que mesmo que tenha sido considerada criação dos tamoios pode ser um mito anterior dedas populações que aqui habitavam antes de sua chegada a estas paragens. Inclusive a lenda de Sumé tem paralelos com ao mito de Viracocha, podendo ter uma mesma origem perdida nos confins da América do Sul , ou recolhida nos deslocamentos das tribos tupis. Também é possível ter havido vários personagens que por aqui andaram, e não entanto considerados como um mesmo mito. O nome mais antigo da divindade suprema no Peru era Tunupa. Não lembra ao ser pronunciado como Tupa? Em linguagem gutural o “nu” do meio pode passar desapercebido. Enfim é muito difícil separar as coisas no meio dos séculos sem registro. Evidentemente que não foi um homem que construiu o Peabiru , foi uma cultura inteira, ou que se extinguiu ou que emigrou . Seria o caso de pensar em alguma que tenha emigrado para os Andes e não ao contrario> Estou abordando um assunto de uma aparente ruina pré-colombiana em Palmeiras, Natividade da Serra ,São Paulo mas tenho enfrentado grande objeção , apesar de já ter estado no local 5 vezes e tentar levantar os pontos obscuros do assunto. Tudo está a no meu blog : sitioarqueologicofazendapalmeiras.blogspot.com
    Em outro blog meu abordo todo o clima em torno à Pedra da Gávea , tentando colocar as coisas em um plano mas realista: carlosgomar.blogspot.com
    Tenho me concentrado na pesquisa possível sobre a origem de monumentos pré-colombianos ou pré-coloniais como preferem alguns assunto pouco visado no Brasil , ao menos por organismos oficiais. Que também é assunto difícil de diagnosticar para muita gente.

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    1. Existe um trabalho muito interessante de etnobotânica que relaciona a dispersão geográfica do amendoim pela América do Sul graças à ação humana, inclusive relacionada a sítios arqueológicos. Você vai encontrar muitas pistas nele: VALLS, J. F. M. (1996). O Gênero Arachis L. (Leguminosae): Importante fonte de proteínas na Pré-História sul-americana? REUNIÃO DA SOCIEDADE DE ARQUEOLOGIA BRASILEIRA, 8. Rio Grande do Sul, EDIPUCRS. Anais, Vol. 2. Obtido em: Arqueologia em Conexão, n.4, 8p. Dez/1997. http://www.painet.com.br/~tfranco/page4-4.htm (23 Nov. 1998). Abs, Armando

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    2. E o nome Sumé não pode ser corruptela de Sumérios?

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  26. Conheço caminhos idênticos na serra do mar, partindo de São José DoS Pinhais, região de Curitiba, descendo a serra com destino a Paranaguá, cruzando a ferrovia e estrada da Graciosa, como diversos lugarejos em sua rota, com alguns tuneis estreitos. Tenho informações que seria estradas DoS jesuitas.

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    1. Após a entrada dos padres jesuítas no território de Guaíra, em 1610, o Peabiru, semi-destruído e fechado pela vegetação, teve trechos recuperados pelos guaranis das Missões e passou a ser chamado de Caminho de São Tomé.

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  27. muito bom.
    quanto aos caminhos das serras paranaense nosso mestre é o Henrique Schmidlin, o conhecido Vitamina, do Conselho da Sec. de Cultura do PR. Conhece palmo a palmo. Carlos Solera

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  28. Olá, parabéns pelo texto. Sou fascinado pelo Peabiru e escrevi um capítulo sobre ele em minha dissertação sobre Cananeia,SP. Quando os textos antigos mencionavam São Vicente como ponto de partida do Peabiru, referiam-se na verdade à Capitania de São Vicente, que ia até o marco do Tratado de Tordesilhas, primeira divisória entre as terras de Portugal e Espanha. Pelo que levantei, o início dessa trilha ficava na cidade de Canananeia, e fiz um um mapa parcial, que gostaria de anexar aqui. Sugiro a todos os interessados lerem meu capítulo "O lendário Peabiru" (p.33-38) em CAPELETTO, ARMANDO JOSÉ. (1999). Educação Ambiental e Hipermídia: Criação do Protótipo Interativo “O Tesouro de Cananéia”. Dissertação (Mestrado) – PROCAM-USP Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental – Universidade de São Paulo, 1999. 229p. + apêndices. Orientador: Prof. Dr. Luiz Fernando Santoro. Disponível em diversas bibliotecas da USP. Abraços, e continue com esse ótimo trabalho. Armando

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    1. Agradeço muito a seus conhecimentos passados. teria a imagem do mapa ??

      editor do blog.

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    2. como faço para enviar? posso anexar um jpg

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    3. aqui não da pra anexar, mas se possivel me envie por email;

      Giovanicaos123@hotmail.com

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  29. Essa história dos bois contrabandeados pelo Peabiru é muito interessante, Segundo DONATO (1985), logo depois da passagem de Martim Afonso de Souza pelo Brasil, em 1531, iniciou-se – ou prosseguiu – o trânsito terrestre rumo ao Paraguai, com tal intensidade que, em pouco tempo, tornou-se comum o tráfego de pessoas e mercadorias entre a costa sul da capitania de São Vicente (região de Cananéia) e Assunção, no Paraguai. Promovido principalmente por castelhanos, que começavam a usar essa via para escoar os resultados de suas pilhagens no altiplano, esse tráfego preocupou o Governador Geral Tomé de Souza que, em 1552, mandou obstruir o caminho e proibir seu uso, o que foi cumprido até o início do século XVII.

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  30. Como não poderiam ser taxados, esses aventureiros não interessavam à coroa portuguesa. Como se vê, não é de agora que os sacoleiros e contrabandistas se aproveitam dessa facilidade de ligação com o Paraguai...

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  31. Como fizeram referencia ao fato , relembro que o Fernando Arias de Saavedra (apelidado de Hernandarias) foi o espanhol que consta como ter introduzido o gado bovino na América do Sul, como fizeram referencia mais acima, e o levou para o Paraguai,de onde se espalhou para toda a bacia do Prata de maneira selvagem.

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  32. Segundo Jorge Caldeira (O banqueiro do sertão) foi o Hernanderias tb que enfrentou as resistencias da coroa espanhola e abriu um caminho até sp que era a ultima periferia do paraguai. Em florianópolis o Instituto de Arqueoastronomia e Meio Ambiente tem feito um excelente trabalho de catalogação das pedras, dos caminhos, dos desenhos talhados, encontrando muitas evidências de um passado rico e detalhista, ainda que parcialmente coberto pela terra, há muito para se descortinar por baixo do tapete das montanhas...

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  33. Preciso fazer algumas observações aos interessados sobre o assunto "Caminho do Peabiru".
    O caminho indígena conhecido atualmente pelo nome tupi guarani como "Peabiru" nada mais era do que trilhas que interligava aldeias ou tribos, utilizado tanto pelos guaranis (carijós) quanto dos povos proto-jê (guaianás, gualachos, tapuias e ubirajaras), além dos tupis do litoral paulista (tupiniquins). Portanto, teorias querendo associar o Peabiru com os caminhos incas conhecidos como "Qhapaq Ñam" (caminho principal andino e suas ramificações), são mera especulações e invencionices. Contudo, se os povos andinos apenas se utilizaram do Peabiru em um determinado tempo da história, aí já é outra coisa que precisa ser comprovada tanto na historiografia quanto na arqueologia. O machado de cobre encontrado por Ricardo Krone em Cananeia no início do século XX é um forte indício que houve em algum momento da história intercâmbio entre os ameríndios brasileiros com os andinos e somente isso.
    Em relação as escadarias de pedra encontradas tanto no litoral norte de Santa Catarina (caminho de Três Barras), litoral paranaense (caminhos de Itupava e do Arraial) e também no litoral paulista (calçada de Lorena), remontam apenas a caminhos coloniais dos séculos XVII ou XVIII. um exemplo que estes calçamentos vem justamente desta época vem do caminho de Três Barras em Santa Catarina (conhecido como Monte Crista), onde se tem um dos primeiros documentos no início da segunda metade do século XIX, quando o governador da província de Santa Catarina chamado João Coutinho solicitou a construção do calçamentos de pedra (com mão de obra escrava) na estrada das Três Barras no ano de 1852. Neo caso do caminho de Três Barras, provavelmente já deveria existir anteriormente a 1852 alguns trechos com calçamento colonial improvisado devido ao acidente geográfico. Todas estes calçamentos de pedra na serra do mar nos estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo não possui nenhuma relação histórica e arqueológica com as estradas incas.
    Em relação as demais linhas de investigação em relação ao Caminho do Peabiru (São Tomé ou Sumé, Terra sem Mal, Sumérios ou Fenícios, arqueoastronomia e demais teorias meramente especulativas), até o presente momento carecem de comprovações históricas (fontes primárias) e principalmente arqueológicas pra querer associar o Peabiru a uma das "teorias" acima
    Sou pesquisador do Caminho do Peabiru aqui em Santa Catarina e no final de 2014 lancei um projeto audiovisual onde abordo o assunto (baseado apenas na linha de investigação da historiografia do século XVI e arqueologia relacionadas com o caminho). Para os interessados que queiram saber das fontes primárias relacionado com os desbravadores a serviço da coroa espanhola no século XVI que utilizaram este caminho indígena (Aleixo Garcia entre 1523 ou 1524, Álvar Núñez Cabeza de Vaca e seus 250 homens e 26 cavalos em novembro de 1541, expedição de Sanabria entre os anos de 1551, 1552 e 1555), entre outros, se encontra abaixo o documentário "Redescobrindo o Itapocu".

    https://www.youtube.com/watch?v=dyyGO-TprGE

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    1. olá Fabio, e as pesquisas arqueológicas que relacionam o funeral em ambos sambaquis litorâneos? Datam de quando essa provável ligação entre as tribos?

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    2. Bom dia Juliana. Os sambaquis costeiros mais antigos de Santa Catarina datam aproximadamente de 5.000 anos antes do presente em média. Nos trabalhos acadêmicos de investigação e escavação arqueológica feito nos sambaquis costeiros aqui no estado, foram encontrados nas camadas superficiais de alguns sambaquis costeiros uma segunda ocupação dos povos que vieram muito tempo depois do Homem do Sambaqui, oriundos da tradição Itararé / Taquara (proto-Jê) e também da tradição Guarani aproximadamente 1.000 anos antes do presente em média. Em relação ao rituais fúnebres que poderiam relacionar o Homem do Sambaqui as outras etnias, infelizmente eu não posso te dá com exatidão esta informação. Espero ter ajudado.

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    3. faz uns 5 anos que li sobre essas pesquisas arqueológicas que identificavam relação entre a cultura fúnebre dos nossos sambaquis com os sambaquis do litoral Pacífico. Não salvei as referências, mas devo ter anotado em algum caderno da época. Vou encontrar e te enviarei através do teu blog. Obrigada! Há informações sobre no MN-UFRJ, MAE-USP, MHN-RJ, deves conhecer.

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  34. Esse texto tem tudo pra ser mais uma daquelas farsas que reforçam o imaginário coletivo de nós, os pobres latino-americanos, sem história fora da casa grande e da senzala, de que somos um povo especial, de que nossos ancestrais nativos eram mais evoluídos que os europeus e de que não somos apenas descendentes da escória europeia (Portugal), dos escravos comprados na África a preço de banana, dos quais apenas uma parcela se "salvava" nem das tribos mais primitivas do planeta que habitavam as florestas, comiam animais crus, não plantavam, não tinham escrita, nem tampouco faziam cálculos... Mas somos apenas brasileiros, a escória do mundo que, mesmo tendo as maiores riquezas naturais, padecemos de pobreza espiritual, moral e cultural

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  35. Somente um adendo ao bom texto do Fabio - não vamos nos esquecer de que a prática dos colonizadores era tentar usar as crenças e mitos locais em seu benefício, além de substituir locais sagrados de culto, monumentos etc. por igrejas. Isso ocorre em toda a América hispano-portuguesa. Os jesuítas perceberam de imediato a semelhança fonética entre Sumé ou Zumé e Tomé, por isso logo associaram as trilhas indígenas associadas ao mito com o apóstolo Tomé.
    Quanto aos contatos entre as trilhas atlânticas dos nossos índios (os diversos peabirus), a trilha para Assunção, e ligações com o altiplano, há outras evidências de interligação além do machado de Cananeia. Por exemplo, Donato, citando Cortesão, relata que o galo, introduzido em Cananéia logo nas primeiras décadas da colonização, chegou até o inca a ponto de a palavra Atahualpa, que depois ficou associada ao soberano, é também o nome do galo em quichua, devido ao colorido das plumas.

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  36. O que vejo desde o primórdios da internet (foruns e artigos publicados) e também dos livros em relação ao Caminho do Peabiru são conclusões onde se "colocam a carroça na frente dos bois", ou seja, criam primeiramente especulações e teorias sobre o Peabiru pra depois tentarem encontrar provas a respeito, nem que para isso tenham que repetir mil vezes estas ideias ou teorias (não provadas na historiografia e também na arqueologia) para que as mesmas acabem sendo aceitas como verdade num primeiro momento.

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  37. Não posso dizer que a muitos comentários aqui são absurdos porque realmente a web esta cada vez mais cheia de baboseiras, fica até difícil achar um artigo confiável e comentários inteligentes. Mas neste caso é diferente, só cheguei aqui porque acompanho o trabalho de pesquisadores sérios a mais de 10 anos. Quem se interessar faça uma breve pesquisa sobre o Peabiru, consulte na internet mesmo os livros escritos por antropólogos, historiadores, trabalhos de universidades do Brasil e outros países envolvidos. Não há teorias de conspirações envolvidas não!! Eu mesmo já percorri alguns trechos do caminho, estive em Cuzco e observei de perto o potencial construtivo daquele antigo povo, ou dividam disso também? Se não há provas concretas, pode ser, mas há muito mais razões para se acreditar do que se duvidar. Acreditamos cegamente em muita coisa com menos provas só porque crescemos ouvindo isso ou aquilo.

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  38. O artigo sobre o Peabiru merece alguns comentários em sua defesa, primeiro deve-se agradecer ao autor ter levantado a questão ainda que não seja de maneira acadêmica ,o que inclusive seria fora de lugar em um blog.
    Quem quiser defender teses acadêmicas deve fazê-lo em um mestrado na USP ou coisa parecida. O autor do artigo faz uma contribuição valida já que a grande maioria das matérias colocadas na internet tratam de coisa totalmente fantasiosa ou sem muita importância cultural ou cientifica. No caso a palavra “Peabiru” genericamente é uma generalização de uma seria de evidencias de antigos caminhos que com certeza são de varias épocas e origens. Sendo ate possível que alguns caminhos pavimentados sejam pré-colombianos, o que é uma especulação valida, e a ser pesquisada devidamente. No entanto esse tipo de pesquisa é trabalhosa, e seria necessário fazer escavações em alguns caminhos para comparar o método e sistema de substrato usado na suas bases, um tipo de trabalho que a arqueologia nacional não aprecia muito , uma vez que da mais importância a tradições cerâmicas e tipos afins de pesquisa e de preferencia em arqueologia de contrato. Outra coisa a ser lembrada é que o homem em qualquer época anda sempre pelo trecho mais logico para ir de um ponto ao outro desde que a topografia tenha se mantido similar, portanto é uma tendência natural, uma picada vira uma trilha , uma trilha virar uma caminho pavimentado, e um caminho virar uma estrada, consequentemente muitos caminhos antigos que possam ter existido estão abaixo dos caminhos ou estradas atuais. Tendo como segunda variante o meio de transporte usado no transito desse caminho. Por outro lado a cultura das pessoas que transitaram pelas estradas mais antigas em épocas remotas não considerava importante saber qual a origem daquele caminho ou trilha, e mesmo que se perguntassem isso não teriam muitas respostas. Dai surgirem todo tipo de lendas e versões a respeito. Quanto ao Peabiru ser de origem incaica, seria improvável, em principio, porque sabendo como os incas eram metódicos e organizados , se tivessem construído algum dos ramais do Peabiru teriam chegado aqui e permanecido, ao menos em alguma expedição ocasional. A não ser que não tenha conseguido se sustentar por dois motivos, os conflitos internos do império que levaram à guerra civil , no inicio de 1500, e uma provável oposição das tribos tupis. Garcilaso de la Vega conta de expedições que foram ao Antisuyu( dos Andes ao Leste) e ao Collasuyu( ao sul) e nunca voltaram. Também conta de explorações fluviais nos rios em direção à Amazônia em direção à bacia do Prata. Estes episódios são atribuídos à época de Pachacutec ( possivelmente meados de 1400 )cujos filhos, como Tupac Yupanqui fizeram enormes deslocamentos, tendo havido uma batalha contra a os mapuches às margens do Rio Maule, atual Chile , que durou cinco dias e que determinou o limite do império nesse local e sua máxima expansão sul. Passando para episódios mais improváveis há a tradição de que Tupac Yupanqui , quando ainda príncipe viajou ate as ilhas da polinésia, possivelmente Mangaroa. Este assunto é desenvolvido pelo escritor peruano José Antonio del Busto( já falecido) , em seu livro” Tupac Yupanqui descobridor de Oceania”. Como vemos há muita coisa para se especular que ,se não foi real, ao menos provocam nas pessoas a vontade de pesquisar os assuntos. O juízo que cada um vai fazer disso dependerá da racionalidade de cada um.

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    1. agradeço as considerações, sobre incas descobrirem a polinesia tem a expedição kontiki.

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    2. olá Giovani, a expedição Kon-tiki é uma história que inspira novas aventuras em pesquisas... a exemplo do geólogo Andrés Ruzo que encontrou o "rio fervente" na Selva Amazônica, provável local onde morriam os exploradores que iam atrás de El Dorado.
      sobre o caminho do Peabiru, há um livro/pesquisa da jornalista Rosana Bond, que inclusive percorreu essas trilhas (só não lembro se ela fez o caminho todo). Para interessados é um material valioso!
      obrigada pela postagem, seguindo.

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    3. Juliana,
      Voltei a conversa do Peabiru.
      Sobre Rosana Bond, ela tem não um, mas pelos menos uns 4 a 5 livros sobre o Peabiru, ainda que detalhando muito sua relação com o litoral de SC e o caminho do Aleixo Garcia.
      Infelizmente ela teve recentemente um AVC e está em recuperação, mas sem condições de continuar no momento as suas pesquisas. Carlos Solera

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    4. Está rolando uma rifa solidária digital para a recuperação da Rosana Bond. Quem puder contribuir, segue o link abaixo:

      http://www.rifadigital.com.br/peabiru-solidario-para-rosana-bond

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    5. obrigada! compartilhei com mais pessoas também. Ela é muito querida e tem um trabalho importante pra nossa História.

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  39. Aqui está uma entrevista como historiador e escritor Jose Antonio del Busto, falando sobre o assunto da viagem desde o Peru para Oceania https://www.youtube.com/watch?v=rgHY3WBmWM4

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  40. Defendo veementemente o blog, o tema é fascinante e muita informação importante foi postada aqui, enriquecendo a discussão. Quanto à confusão entre pesquisa histórica/arqueológica e especulações fantasiosas, concordo que é difícil separar o real do imáginário, até por que tem mídias que se autointitulam "History" qualquer coisa e ficam dizendo que Leonardo da Vinci era extraterrestre e outras idiotices...
    Mas o Giovani está de parabéns. O blog bombou!

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  41. Exatamente, o importante é adicionar o que cada um acha que possui de informação a respeito do assunto sem por isso querer aqui produzir um trabalho de doutorado. E sem intimidar outros participantes com o receio de estar dizendo algo irreal.Quem fica voando nas nuvens, com certeza é
    o History Channel, que há muito tempo deixou de ser genuíno.

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  42. continuar a escrever
    Lendo e relendo os 70 comentários deste artigo, faço mais algumas ressalvas em relação o tema "Caminho do Peabiru".
    São tantas linhas de investigação sobre o Peabiru (baseados em sua maioria apenas em lendas e misticismo) que parece até que a historiografia e arqueologia não são muito bem vistas!
    Infelizmente, os interessados que queiram futuramente equiparar turisticamente o Caminho do Peabiru com o Caminho de Santiago de Compostela na Espanha e também a Trilha dos Apalaches nos Estados Unidos, estão muito mais preocupados em vender o produto "Caminho do Peabiru" de forma fantasiosa e alegórica (nem que pra isso se cria mais uma vez invencionices históricas sobre o assunto) do que propriamente fazer um trabalho de pesquisa sério nas cidades e regiões por onde realmente este caminho indígena passava pelo território meridional brasileiro, pois daqui a pouco estarão chamando a histórica "rota da seda" na Ásia também de "Caminho do Peabiru"!
    Um exemplo destas invencionices históricas sobre o Peabiru vem uma placa de divulgação turística instalada no alto dos Campos do Quiriri (entre as cidades catarinenses de Campo Alegre com Garuva, por onde passa o caminho de Três Barras). Na descrição da mesma, se afirma que servia de passagem dos jesuítas e espanhóis, mas até o presente momento nenhum historiador ou pesquisador sério do Caminho de Três Barras "deu o nome aos bois", melhor dizendo, dos personagens históricos que teriam passado realmente por ali. Muito pelo contrário, o que apareceu foi algumas pseudo teorias e conjecturas (manipuladas de boa fé ou não) pra tentar deturpar e, ou desqualificar informações históricas sobre o Caminho do Peabiru (ramal do vale do rio Itapocu no século XVI) para criar falsos fatos históricos em relação ao Caminho de Três Barras (especialmente a de manipular a passagem do espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca por este lugar).

    https://epxx.co/logbook/entries/img_quiriri/placa_campos.jpg

    A verdade é que a menção histórica mais antiga da passagem de um homem branco que teria utilizado o caminho dos Ambrósios (extensão do caminho de Três Barras), vem do livro do historiador Carlos da Costa Pereira, intitulado "Histórias de São Francisco do Sul" (edição de 2004), onde no rodapé da página 48 temos a seguinte descrição dos fatos:

    "(18) Diz Ermelino de Leão - Paranaguá Histórico, cap. IX, in Itiberê, nº 17 - que em 1668 Gabriel de Lara, descendo o caminho dos Ambrósios, viera de Curitiba à ilha de São Francisco do Sul, onde, em 3 de dezembro daquele ano, erigiu pelourinho".

    Portanto, até o presente momento o caminho de Três Barras remonta a descrição mais antiga na historiografia apenas na segunda metade do século XVII, contudo, nada impedindo que possam ser encontrados mais referências históricas comprovadamente anteriores a esta data.

    Como pesquisador sério do Caminho do Peabiru aqui no estado de Santa Catarina (trabalho apenas com as linhas de investigação baseados na historiografia e arqueologia, contudo, respeitando as demias linhas de investigação), acabei pesquisando profundamente sobre o assunto e todo este meu trabalho de quase 10 anos me rendeu até um documentário sobre o tema (já citado o título e link no outro comentário feito por minha pessoa acima).
    Maiores informações a respeito para os interessado,s se encontra nos meus blogs abaixo:

    http://arqueologiavaledoitapocu.blogspot.com.br

    http://peabirucatarinense.blogspot.com.br

    "O lugar tem que se encaixar no contexto histórico dos fatos e não o contrário"!

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  43. A estrada existia, tenho um livro em casa, História do Paraná do renomado professor e historiador Ruy Christovam Wachowicz onde ele cita o caminho do Peabiru. Não encontrei pesquisas mais aprofundadas que detalhem esse caminho.. Mas a história é real, pois já li em outras fontes também..

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  44. Estou passando uma publicação do site da UNIESP (União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo), Revista Multidisciplinar N° 03 - Junho de 2007, onde foi entrevistado o arqueólogo paranaense Igor Chimyz. Dentre as várias perguntas relacionadas com arqueologia, o mesmo dá um parecer sobre o Caminho do Peabiru no contexto histórico e arqueológico com o tronco linguístico indígena Macro Jê (Itararés).

    http://www.uniesp.edu.br/revista/revista3/publi-entrevista.php

    OBS: a parte da entrevista que aborda sobre o Caminho do Peabiru, vem pouco antes da metade desta entrevista.

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  45. Entrevista feita com o arqueólogo paranaense Igor Chmyz pelo jornal e site Gazeta do Povo de Curitiba-PR no dia 20/09/2008, reafirmando a relação arqueológica do Caminho do Peabiru com o tronco linguístico indígena Macro Jê.

    http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/a-verdadeira-autoria-do-peabiru-b6q3y3imm2mat613zvve3g0um

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    1. acabei de ler, muito interessante. Mas depois disso, na arqueologia, houveram novas descobertas. Foi em 2011, se não estou enganada, que publicaram sobre a semelhança de funerais em Sambaquis Atlânticos e Pacíficos, rostos cobertos em ocre... ainda não encontrei as referências dessa pesquisa. E de lá até aqui, são mais 5 anos em que as novas descobertas e pesquisas devem ter avançado. Obrigada Fabio.

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  46. Srs e sras, a universidade federal do Paraná tem 2 mestrados sobre o assunto aqui registrado

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  47. Srs e sras, a universidade federal do Paraná tem 2 mestrados sobre o assunto aqui registrado

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  48. Além das entrevistas mencionadas por mim num dos comentários acima referente as pesquisas de campo que foram realizadas no interior do Paraná sobre o Caminho do Peabiru na década de 70 do século passado pelo arqueólogo paranaense Igor Chmyz, o mesmo disponibilizou recentemente na sua página da internet todos as suas pesquisas arqueológicas e para os interessados que queiram conhecer melhor a relação dos povos da tradição Itararé (Proto Jês Meridionais) com o Caminho do Peabiru, segue abaixo os links de duas publicações a respeito:

    O PEABIRU FOI ABERTO PELOS ITARARÉS – ENTREVISTA - REVISTA DA ILHA - CAMINHO DO PEABIRU 2004

    https://www.researchgate.net/profile/Igor_Chmyz/publication/301700717_O_PEABIRU_FOI_ABERTO_PELOS_ITARARES_-_ENTREVISTA_-_REVISTA_DA_ILHA_-_CAMINHO_DO_PEABIRU_2004/links/5723b07a08aef9c00b811b28.pdf

    NOTA PRÉVIA SOBRE AS PESQUISAS ARQUEOLÓGICAS NO VALE DO RIO PIQUIRI -
    Igor Chmyz & Zulmara Clara Sauner

    https://www.researchgate.net/profile/Igor_Chmyz/publication/299282103_NOTA_PREVIA_SOBRE_AS_PESQUISAS_ARQUEOLOGICAS_NO_VALE_DO_RIO_PIQUIRI/links/56f0350b08ae0dcdafd6a56f.pdf

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  49. Coisas que um tolo não consegue entender, pra ele não existe... :)

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  50. Una pequeña contribución:
    Los kilometros de PeAviru
    O Tape Aviru como lo conocemos aqui se transformaron en las Rutas 2 que une Asuncion con Foz y la Ruta 3 que une Asuncion con Vallemi y se cruza al Chaco donde sigue siendo de tierra el.camino

    El gramado en la región aigue siendo el pasto Cabayú que sigue creciendo naturalmente al costado de esas rutas. Solo que con la llegada de los españoles se ha sumado la achicoria que crece abundante. Otro dato: a lo largo de esas rutas (incluyendo la Ruta 1 que une Asuncion -Encarnacion pasando por las Misiones Jesuiticas)existen cerros con vestigios ya sea de rocas con pisadas que ae habran puesto para referencias que uno estaba en el camino correcto y a veces hay inscripciones que algunos catalogan como Runas u otros atribuyen a una civilizacion de hace 5.000 años _ ( lo único que se pudo comprobar es que una tribu Proto Guarania, los Sambakí, vivieron cerca de esa ruta 1 hace 3.500 años.
    Por último a Sumé no se lo consideraba un Dios sino un Sacerdote-Mago pues los guaranies lo llamaban " Pa'i" Zumé .para los actuales paraguayos lo referencian como un Heroe Civilizador posiblemente llegado de un naufragio europeo pre.colombino
    Y los catolicos lo relaciones con Santo Thomé.
    Para seguir indagando y no desechar
    Pues explicaria incognitas genéticas como la de los Cario asuncenos y sus hermanos los Cariocas de Rio J. Asi como la de los Ache Guayaki

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  51. Una pequeña contribución:
    Los kilometros de PeAviru
    O Tape Aviru como lo conocemos aqui se transformaron en las Rutas 2 que une Asuncion con Foz y la Ruta 3 que une Asuncion con Vallemi y se cruza al Chaco donde sigue siendo de tierra el.camino

    El gramado en la región aigue siendo el pasto Cabayú que sigue creciendo naturalmente al costado de esas rutas. Solo que con la llegada de los españoles se ha sumado la achicoria que crece abundante. Otro dato: a lo largo de esas rutas (incluyendo la Ruta 1 que une Asuncion -Encarnacion pasando por las Misiones Jesuiticas)existen cerros con vestigios ya sea de rocas con pisadas que ae habran puesto para referencias que uno estaba en el camino correcto y a veces hay inscripciones que algunos catalogan como Runas u otros atribuyen a una civilizacion de hace 5.000 años _ ( lo único que se pudo comprobar es que una tribu Proto Guarania, los Sambakí, vivieron cerca de esa ruta 1 hace 3.500 años.
    Por último a Sumé no se lo consideraba un Dios sino un Sacerdote-Mago pues los guaranies lo llamaban " Pa'i" Zumé .para los actuales paraguayos lo referencian como un Heroe Civilizador posiblemente llegado de un naufragio europeo pre.colombino
    Y los catolicos lo relaciones con Santo Thomé.
    Para seguir indagando y no desechar
    Pues explicaria incognitas genéticas como la de los Cario asuncenos y sus hermanos los Cariocas de Rio J. Asi como la de los Ache Guayaki

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  52. O império inca ia do norte da Argentina até a Colômbia. Natural que alguns incas tenham chegado ao Brasil. Recentes descobertas de sinais de cocaína em múmias egípcias abrem a possibilidade de algum comércio intercontinental de algum povo pré-colombiano, não necessariamente os incas.

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  53. Muito bom! Em todos os sentidos! Parabéns pela iniciativa.

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  54. Muito interessante,o mais interessante é o detalhe do nome do Deus construtor,Sumé,Temos na costa leste do Brasil,desde Florionopolis,com seus monumentos astronômicos,Rio de Janeiro com a Pedra da Gávea e suas inscrições Fenícias,Paraíba com a sua pedra do Ingá,Sertão da Paraíba com suas inscrições com desenhos Fenícios e uma cidade de nome Sumé e Amazonas também com vários vestígios desses mesmos Fenícios,nos levam a acreditar que o nome Sumé se deve a possivelmente vindos da Suméria,terra dos Anunakis,nada,nenhum nome é por coincidência,tenho certeza disso,Isso prova com certeza que alguns dos Deuses Sumérios por aqui passaram e deixaram mitos e obras concretas com a sua competência e capacidade e conhecimento astronômico.

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  55. Minha dúvida:afinal,quem introduziu o gado bovino no Brasil,o filho bastardo de Tome de Souza,Garcia Davila,ou Duarte da Costa? E quem introduziu o cavalo? Desculpe se estou fora do contexto

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  56. Agradeço por compartilhar.
    Muito bom ler tudo aqui.
    Muitas descobertas científicas partem de especulações.
    Muito bom ter o privilégio de poder ler considerações de profissionais.

    Mas o melhor de tudo é poder assistir a um complexado pretensioso ser desmascarado.
    Tomara que aprenda a ser mais educado, só assim melhoraremos como nação.

    Abraços a todos.

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  57. Gente... Não viagem na maionese, por favor.. Ehehehehh
    Fenícios por aqui??? Ehehehehehh
    Foi somente um mergulhador brasileiro que encontrou ânforas fenícias num mergulho no mediterrâneo, e não deixaram ele trazer... Então fotografou e um oleiro do Rio de Janeiro reproduziu algumas para ele, depois ele as colocou no fundo da Baía de Guanabara para que envelhecessem no fundo do mar para ficarem parecidas com as que ele viu lá... ... Aconteceu que outros mergulhadores a descobriram e começou essa ESTÓRIA de fenícios no Brasil... Esse mergulhador escreveu um livro explicando tudo... Procurem e leiam... Mas não viagem na maionese, por favor !!!

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  58. Há um bom estudo de Luis Galdino sobre o Peabiru.

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  59. —:> Paulinho vira-lata recebeu uma na lata, que perdeu o rumo de casa. Saiu tastaviando. Pelo jeito o senhor Paulinho foi do time que vestiu camisa amarelo-cebeéfe, bateu panela e louvou o pato da FIESP.

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  60. inicialmente parabeniza-lo pelo provocativo tema de uma realidade ainda não elucidada, como sois ocorre com a questão templarista.Trabalhamos muitos anos no Patrimonio Cultural do Estado do Paraná, entre muitas pesquisas, incluiam os resgates dos antigos sendeiros indiáticos,a exemplo os da Graciosa, Itupava,Arraial,Conceição e Ambrosios. O do Itupava alem de do seu levantamento, foi recuperado e revitalizado. Concluímos, com sucesso, o levantamento e resgates dos caminhos das tropas ate Sorocaba. E por ultimo, continuamos envolvidos no PEABIRU.Em nossa opinião, atualmente merece encômios, o proficiente, competentissimo e jovem arqueologo catarinense prof.FABIO que aqui se manifestou varias vezes.Unico com trabalhos de campo e proficiente análises historicos-arqueológicos, além de vasta revelações de antigos documentos.Lamentavel que a Rosana Bond se encontra terrivelmente debilitada mas contribuiu fortemente com o tema.Clemente Gaioski outro nome relevante em pesquisas de campo na região de Campo do Mourão.Aqui perceber apaixonada manifestação do Carlos Perez.Parabens! hnrique p.schmidlin(vitamina)

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    1. Agradeço pelos elogios caro Vitamina, pois são poucos que levam os estudos do Caminho do Peabiru a sério como eu e você, por exemplo. Contudo, gostaria de esclarecer que eu me apresento (auto intitulo) apenas como pesquisador autodidata (tanto na historiografia quanto na arqueologia) do Caminho do Peabiru, pois não possuo título acadêmico (historiador e, ou arqueólogo). Mas isso não me impediu de ter estudado profundamente e adquirir conhecimento de causa sobre o Caminho do Peabiru (especialmente aqui no vale do rio Itapocu em Santa Catarina onde moro), pois na falta de interesse (ou até mesmo por desconhecimento de muitos estudiosos e interessados) fui obrigado a fazer levantamento arqueológico e historiográfico por conta própria e os resultados de minhas pesquisas se encontram no meu documentário que você conhece bem e também nos meus dois blogs relacionados com o assunto, além de publicações extraordinárias em jornais impressos aqui na região nordeste de Santa Catarina.

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  61. Aqui em minha cidade, andando pela mata, achei uns trechos de caminho, e curiosamente de algumas pedras, não posso afirmar nada, mas acredito que outras tribos nativas do Brasil, usaram desse tipo de caminho,sem necessariamente ser o tal Peabiru, ou havia muitos Peabirus ainda desconhecidos.

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  62. Sou natural de Sorocaba/SP e há algum tempo tenho me interessado pelo PEABIRU. Segundo um amigo que foi diretor de um museu daqui e sempre gostou de pesquisar sobre o assunto, por Sorocaba passava uma "ramificação" do Peabiru. Aliás, a antiga vila de Sorocaba formou-se às margens desse antigo caminho. Também às margens desse caminho têm sido encontradas muitas igaçabas (urnas funerárias). Às margens desse caminho também há um morro, num bairro de Sorocaba (o morro da mariquinha) onde esse meu amigo encontrou um muro de pedra que servia de arrimo para conter um terreno plano. Nesse mesmo morro foi entrada uma espada de pedra por dois garotos (a espada foi mostrada ao diretor do museu mas ficou com os garotos que a acharam). Interessante que esse caminho passava pelo morro do Ipanema (também nas imediações de Sorocaba. Lá cheguei a ver uma construção feita de grandes pedras que possivelmente formavam um Hipogeu (construção subterrânea ou escavada em escarpas, muito usada como sepultura ou templo funerário pelos antigos egípcios e, frequentemente, por sua influência, também usada como sepultura por vários povos da Antiguidade, como os hebreus, gregos, persas, etruscos e romanos).Isso foi no no ano de 1978. Já em 2012, quando lá retornei, constatei que tais pedras haviam sido removidas no local...
    Já um conhecido da cidade de Itapeva (sul do Estado de São Paulo), que trabalha na abertura de estradas, me narrou que certa vez os tratores chegaram a quebrar uma espada de pedra que estava enterrada no leito da estrada que estava sendo aberta.
    É pena que nossos arqueólogos não dêem importância à esse quebra-cabeças que é a nossa pré-história!

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  63. Estivemos recentemente no Parque estadual do Rio Turvo e os guias de lá mencionaram esta ligação
    Existe um livro chamado 1499, o Brasil antes do descobrimento que também fala desta teoria

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